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Essas são as principais conclusões do primeiro Ranking de Gestão dos Estados Brasileiros, elaborado pela Unidade de Inteligência do grupo inglês Economist, patrocinado pelo Centro de Liderança Pública e publicado com exclusividade por VEJA. O relatório será atualizado anualmente e divulgado na última edição do ano da revista. O objetivo é ajudar a balizar os administradores públicos, a fim de que eles promovam as reformas necessárias e, assim, aumentem a sua capacidade de atrair o investimento estrangeiro e também nacional. Afinal de contas, legislações que proporcionem maior eficiência e produtividade funcionam como um ímã para o dinheiro de qualquer nacionalidade.
Para fazerem o ranking, os pesquisadores analisaram 25 indicadores em oito quesitos (um resumo das tabelas pode ser conferido nas próximas páginas e a íntegra do estudo está em veja.com). “A meta principal é fortalecer as instituições e evitar o personalismo. Por isso, não foi analisado o desempenho dos governantes, mas das políticas públicas implementadas ao longo dos últimos anos. Instituições vigorosas estão na base do sucesso de uma nação”, diz Luiz Felipe d’Ávila, diretor-presidente do Centro de Liderança Pública.
De fato, a robustez das instituições explica o desempenho dos estados que estão no topo da avaliação. São Paulo está entre os três primeiros em sete dos oito quesitos e lidera a classificação geral. “O estado de São Paulo apresenta o melhor ‘ecossistema’ para a realização de negócios. Tem estabilidade política, as melhores universidades, boa infraestrutura e uma indústria de serviços consolidada. Só precisa simplificar seu sistema tributário”, aponta D’Ávila.
MA e PI nas últimas colocações
Já o Maranhão e o Piauí, o último colocado, são exatamente o oposto — trata-se de estados com instituições sucateadas e um poder público deficiente. A infraestrutura é precária.
Entre as 27 unidades administrativas brasileiras, o Maranhão ficou na 24ª posição no Ranking de Gestão dos Estados Brasileiros.
Na análise dos indicadores, o Maranhão obteve classificação ruim (numa escala que inclui ainda muito bom, bom, moderado) nos quesitos Regime Tributário e Regulatório, Recursos Humanos, Infraestrutura e Inovação.
Apenas no quesito Ambiente Político, dada a influência e o poder de seus representantes na esfera política nacional, como o presidente do Senado, José Sarney, e os ministros de Minas e Energia, Edson Lobão, e do Turismo, Gastão Vieira, o Estado obteve classificação boa.
Na escala de pontuação de 0 (pior) e 100 (melhor), o Maranhão obteve nota 25 nos indicadores ‘corrupção’ e ‘burocracia’. Já quanto aos indicadores ‘renda per capita média’, ‘oferta de mão de obra especializada’, ‘qualidade da rede de telecomunicações’ e ‘incentivos fiscais’ o estado governado por Roseana Sarney ficou com 0, alcançando os piores resultados entre unidades federativas. Fruto de uma administração estagnada, incompetente, ultrapassada e inapta de Roseana.
Os pesquisadores se debruçaram, ainda, sobre a maneira como os estados brasileiros lidam com a questão ambiental. A preservação é, atualmente, um ponto central para a atração de investidores. Nesse quesito, a força das instituições também se mostra decisiva. A fiscalização diligente, uma legislação rigorosa e o incentivo a estudos na área dão um lugar de destaque ao Amazonas.
O Maranhão ficou numa posição intermediária, mesmo ficando com 0 em ‘incentivos fiscais para a sustentabilidade’ e 25 em ‘qualidade da legislação ambiental’. O vizinho Pará ocupa o último lugar devido à frouxidão de seus sucessivos governos em relação aos devastadores.
Confira abaixo o Ranking de gestão dos estados brasileiros – 2011. O indicador elaborado pela Unidade de Inteligência da Economist analisa 25 indicadores em oito categorias para formar o ranking dos melhores locais para investir.
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Blog do John Cutrim

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